sábado, 17 de março de 2012

15º Dia - Ariquemes - RO a Cáceres - MT

Saímos de Ariquemes com destino a Pontes de Lacerda, percorremos todo o trecho de estrada ruim, até a cidade de Cacoal ainda na parte da manhã, como não estava chovendo e apesar das más condições da estrada rendeu bastante, andamos muito, depois almoçamos e descansamos um pouco, passamos por Pontes de Lacerda por volta das 17:00, então decidimos seguir até Cáceres (total 1.048 Km no dia).

Chegando em Cáceres, fomos ao centro da cidade, tomar uma gelada e jantamos.... afinal estávamos a 234 de km de Cuiabá e poderíamos ter este luxo, até levantar um pouco mais tarde no outro dia....


sexta-feira, 16 de março de 2012

13º e 14º Dia - Rio Branco a Ariquemes

Como estava previsto, ficamos o dia em Rio Branco, efetuamos as manutenções nas motos, dormimos um pouco, e no final do dia saímos para um chopp.....

Ainda estava sendo o melhor lugar da cidade "Água na Boca", próximo ao hotel etc.... ficamos somente no chopp e uma pizza e fomos dormir, no dia seguinte seguiremos para o estado de Rondônia...


Como de costume levantamos cedo, arrumamos a bagagem, e fomos tomar o café, para variar já saímos com chuva, mas por alguns kms, já estávamos chegando nas balsas...

Este é o caminho para a Balsa, encostando teremos que subir nesta rampa de ferro, lisa e com um pouquinho de areia para melhorar a aderência..........

Subi na frente, caso escorregasse, contava com a ajuda dos companheiros.....

Mas foi bem, todos subiram normalmente, há relatos de companheiros motociclistas que sempre há alguém ficando no chão....

Agora era só aguardar um pouquinho que já estaríamos no estado de Rondônia...



Saindo da Balsa seguimos até Ariquemes, passamos a noite e no dia seguinte já estaremos no estado de Mato Grosso.


quarta-feira, 14 de março de 2012

12º Dia - Saída do Peru e finalmente no Brasil

Começamos o dia bem, levantamos antes das 6, organizamos nossa bagagem, tomamos nosso café, e fomos preparar as motos para a saída. ai descobrimos que a única saída da cidade estava interditada, os mineiros formaram barricadas com pedras, madeira, pneus etc., ninguém entrava ou saia da cidade.

Eles estavam lutando para regularização da situação trabalhista, vivem na informalidade a atividade não é reconhecida e nem valorizada pelo Governo.

Depois de algum tempo, vimos um helicóptero sobrevoando a cidade, principalmente nos pontos em que havia maior concentração dos mineiros e mandaram ver, bombas de borracha e de efeito moral..... a cidade ficou deserta, os comerciantes fecharam todas as lojas, até o hotel em que estávamos, fechou as portas (baixaram as portas de ferro que existia sobre as de blindex), havia receio de saques.....

E com a presença da polícia os mineiros dispersaram, aproveitamos o momento e com a ajuda do pessoal do hotel, subimos nas motos e vazamos.....


Veja as pedras pelo caminho, antes da  intervenção da polícia as ruas estavam cheias......


Esta é a única saída da cidade, a ponte que estava tomada pelo mineiros...

Finalmente aqui já estávamos na fronteira fazendo os registros/baixas de praxe.......

Esta é a ponte da cidade de Basileia, acreditem é mão única, há semáforo nos dois lados,  fecha de um lado e abre do outro...., aqui também está a fronteira da Bolívia, apenas uma rua....


Finalmente estamos entrando dentro da cidade de Rio Branco no Acre, aqui ficaremos um dia descansando, e efetuando as manutenções e  trocas de óleos nas motos.....


terça-feira, 13 de março de 2012

11º Dia - Alteração de Planos/Roteiro

Primeiramente peço desculpas aos amigos que acompanham nossa aventura, infelizmente não poderemos cumprir rigorosamente nosso roteiro (proposta inicial do nosso passeio), daqui da cidade de Cuzco encontramos diversos motociclistas que estão/fizeram este roteiro, e os relatos são os piores, como o período é muito chuvoso por estas regiões, está havendo muitos desmoronamentos nas estradas que cortam as cordilheiras, no percurso entre Cuzco e Nasca (446 Km) estão gastando de 3 a 4 dias para percorrer o caminho, há muitos pontos de desmoronamentos o transito fica parado por horas e o pior há vários desvios improvisados.

Teríamos outra opção, seguir diretamente para Puno conhecer o lago Titicaca e retornar via Bolívia, mas a situação das estradas também não são diferentes, sem contar com a atual situação da Bolívia, há restrições severas em relação a venda de combustíveis para estrangeiros, o que nos deixaria em uma situação mais frágil ainda.

Como estamos de férias, podemos escolher ou não as dificuldades que teremos que enfrentar, mas o principal é a nossa segurança e o bem estar de nossas famílias e amigos, não dá para aventurarmos tanto.

Por isso a partir deste momento decidimos fazer o caminho de volta (tomamos esta decisão quando estávamos em cima das motos), alguns sentiram frustrados por não cumprir o roteiro inicialmente proposto, mas se não dá para fazer com segurança é melhor não arriscar.

O caminho que tomamos para fazer o retorno foi o mesmo da ida, ao passarmos pela cordilheira, agora em horário diferente (pela manhã), tivemos outra paisagem, tudo diferente, totalmente diferente, principalmente pelo clima, tivemos sol, chuva, frio e até neve, isso mesmo NEVE.... temperatura entre 1 e 3 graus na parte mais alta da cordilheira (4.750 m):

Aqui temos uma ideia do que iremos enfrentar, frio pela frente, muito frio.....

Está cada vez mais próximo.....

Nesta imagem podemos ver a NEVE nas margens da pista, e estava caindo sobre nós.....

Muita neblina e pouca visibilidade, e para variar chuva também...


Agora começou.... um desvio, mais ou menos 2 quilômetros de terra, cascalho e lama, escorregandoooo.....


Bem ao centro desta foto, dá para vermos o desmoronamento que obrigou a passagem por este desvio, a enxurrada continua a descer pela montanha....

Este desmoronamento tinha acabado de acontecer, mas como estávamos de moto deu para passar, um pouco apertado, os veículos estavam formando fila aguardando a retirada das pedras.....

Neste outros trecho as máquinas já estavam trabalhando, liberavam a pista para os carros passarem e continuavam os trabalhos, muita lama escorregadia.....

Neste ponto paramos em um vilarejo para abastecermos as motos, acreditem não tinha posto, o combustível era guardado em tambores e era vendidos aos galões....

Aqui já estávamos mais descontraídos, passamos o mais difícil, agora era curtir a paisagem...


Tiramos mais fotos , parada obrigatória dos motociclistas....


Aqui já vencemos toda cordilheira, agora era só chegar em Porto Maldonado, pernoitar e seguir rumo a fronteira....

segunda-feira, 12 de março de 2012

10º Dia - Machu Picchu

Hoje levantamos as 4 da manhã e pegamos uma van para chegar a estação de trem, e percurso durou uma hora e meia, um drama só, um motorista muito louco, que se benzia em todas curvas que passava, depois pegamos o trem mais uma hora e meia, descemos do trem e ainda seguimos por mais um hora de micro-ônibus.

O passeio foi espetacular, tivemos um ótimo dia de sol, tiramos todas fotos possíveis, segue algumas....

Alcioni e Magali tomando o Trem


Para o frio estava preparado, um pouco de exagerado........

Veja o cume da montanha (cordilheira) estava coberta de gelo

Passamos do lado...

 Descemos do trem e seguimos de micro-ônibus contornando estas montanhas

Já em cima finalmente..... a primeira vista, a esperada cidade de MACHU PICCHU.

Mais um sonho realizado......

Em cima o sol estava forte, tempo aberto e muito bonito

Veja todos do grupo com o mesmo objetivo, Cristiano, Magali, Alcioni e Paulo Rocha

Temos que sentar um pouco e apreciar a paisagem, alimentando nosso ego, sentido o prazer da realização, e principalmente nossa cultura...

Este é o Paulo Rocha, sempre fazendo a turma rir, o danado sempre esquece alguma coisa por onde passa.... meu grande companheiro na travessia da cordilheira, com os dedos congelados e dando o ultimo gás para chegarmos em Cuzco, como foi dífícil.....

Alcioni, nosso grande companheiro e guia.....

Magali também apreciando a beleza do lugar... no dia seguinte ela tomou um avião para Lima seguirá para São Paulo, depois irá nos encontrar no retorno já em Cuiabá.

Cristiano, sonho realizado também......

Está foto esta mostrando a árvore no centro da cidade... famosa em todas as fotos....

Acreditem em meio as montanhas tinha sinal para celular, neste momento e com toda esta alegria estava falando com meu amor: DELZIRA, TE AMO, como sou muito emotivo, e não tinha como ser diferente, estava com alguma coisa nos olhos: LÁGRIMAS, de emoção, alegria, realização.
A medida que voce vai caminhando pelas ruínas, voce percebe a verdadeira dimensão do lugar...

Cada construção (ruína) tem uma história um significado....


Tinha relógio do tempo, construção que podia ver as 4 estações do ano de acordo com a posição do sol e as sombras que fazia através das janelas......

Estes campos servia para plantar seus alimentos, batata, milho etc.. é como se fosse lavouras experimentais, plantava-se em uma altitude depois colhia e utilizava as sementes para plantar em outra altitude, melhorando os produtos e adaptando a região......

Estas plantas é COCA, sim a mesma utilizada na fabricação da cocaína, utilizava para chás e era uma forma de se alimentar também (energético).

Estas pedras colocadas ai de propósito pelos INCAS, cópia exatamente as montanhas que estão atrás...... incrível

No percurso que fizemos de micro ônibus, a estrada acompanha o rio que é visível abaixo, em seguida tem a subida mostrada nos caracóis......vira e sobe.... vira e sobe.... interminável....

Bem neste momento terminou nosso passeio pelas ruínas da cidade, agora era fazer o caminho de volta, descansar um pouco almoçar e pegar o trem de volta....
Como não podia ser diferente, experimentamos todas as cervejas do local... rsss... está era boa, um litrão e estava gelada como gostamos, aqui é meio complicado, o pessoal não toma muito cerveja e por isso nunca está na temperatura correta, as vezes tínhamos que tomar com gelo.... pode....

Aqui o Paulo Rocha entrando no trem, que era confortável, tinha o teto em acrílico, permitindo assim tirar belas fotos ao percorrer o caminho das montanhas (cordilheiras)...



E acreditem tinha até serviço de bordo, como nos aviões.....


Retornamos ao Hotel já no fim do dia, estava muito frio, recolhemos e fomos descansar preparando para o dia seguinte, e de acordo com nossa programação seguiríamos para Nazca, Lima e Puno, mas colhemos várias informações de motociclistas que estavam na cidade fazendo passeios semelhantes, tinha muitos problemas nas estradas, principalmente quedas de barreiras (desmoronamentos), conversamos com um motocilista que tinha acabado de chegar de Nazca (654 km) que demorou 3 dias para fazer.... passando muito frio e sem lugar de ficar.

Outra opção seria ir apenas a Puno (conhecer o lago titicaca) e entrar no Mato Grosso por Corumbá, obviamente passando pela Bolívia, mas lá tem outros prolemas mais sérios (políticos) e não estão vendendo combustíveis para estrangeiros.... o que fazer, vamos decidir na hora de sair.....